A terapia alimentar com glutationa.

A Glutationa é um peptídeo formado por 3 aminoácidos: ácido glutâmico, cisteína e glicina. É sintetizada no fígado, e está omnipresente nas células, onde tem um papel crucial, participando de reações de metabolização de toxinas, recuperação de outros antioxidantes e detoxificação celular.

Proteção de agentes externos.

Proteção de agentes externos.

Mesmo sendo considerado um composto endógeno, a glutationa merece destaque por exercer múltiplas funções dentro do arranjo e processo de oxiredução no corpo.  O sistema antioxidante de defesa é um sistema sofisticado e adaptativo e a glutationa é um constituinte central deste sistema, pois possui um forte potencial redutor (elimina facilmente os radicais livres).

A presença da glutationa é requerida para manter o normal funcionamento do sistema imune, atuando também como antioxidante nas células de defesa. Devido às suas propriedades, exerce um papel importante na proteção contra efeitos danificantes de bactérias, vírus (GSH tem propriedades anti – patogênica pois se os níveis de glutationa nos tecidos ou no soro são suficientemente elevados, a replicação da maioria dos patógenos é diminuída ou mesmo atenuada), poluentes e radicais livres.

Devido ainda ao significante poder redutor da glutationa, esta contribui para a reciclagem de outros antioxidantes. Esta é a base pela qual a GSH ajuda a conservar antioxidantes como o tocoferol (vitamina E), a vitamina C e os carotenóides.

O fígado é o órgão mais envolvido na destoxicação e também é o local de maior reserva de GSH (exportando GSH para outros órgãos). A glutationa atinge a sua maior concentração intracelular nas células parenquimatosas do fígado saudável. Os hepatócitos são as células mais especializadas na síntese de GSH a partir dos seus percursores, na reciclagem de GSH , tal como na utilização de GSH contra potenciais agentes tóxicos. A conjugação com GSH ocorre em mais de 60 % de todos os metabolitos hepáticos (toxinas) encontrados na bile.

Uma alimentação rica em gorduras saturadas e hidrogenadas aumenta a necessidade orgânica de glutationa para neutralizar os radicais livres formados a partir da peroxidação lipídica. A idade também faz com que os níveis de glutationa das células diminuam, comprometendo assim o sistema de defesa do nosso corpo. Estudos evidenciam que a ingestão de glutationa pela alimentação, independentemente da idade, recompõe o sistema de defesa. Daí a glutationa ser reconhecida como uma substância imunomoduladora.

Segundo alguns estudos, o consumo diário de 25 a 50 miligramas de Glutationa proveniente dos alimentos, ajuda o organismo na detoxificação de elementos tóxicos produzidos a partir da oxidação das gorduras.

Estudos têm demonstrado que níveis adequados de vitamina D  são necessários para a produção ideal de glutationa.

O selênio (mineral presente na castanha do Pará) e a Vitamina C (presente nas frutas cítricas) são nutrientes que ajudam a garantir que o organismo produza altos níveis de glutationa nas células. Precursores de glutationa, como glicina, ácido glutâmico e cisteína devem naturalmente ser consumido através da nossa dieta. As melhores fontes vegetais incluem abacate, cebola, alho, açafrão, espinafre e vegetais crucíferos.

fontes de glutationa e precursores.

ONDE ENCONTRAR GLUTATIONA?

Quantidade de Glutationa presente em uma porção de alimento:

Abacate cru (1/2 un) = 31,3 mg

Melancia (1 fatia) = 28,3 mg

Morango (1 xíc.) = 11,9 mg

Tomate cru (1un) = 10,9 mg

Laranja (1un) = 10,6 mg

Melão (1 fatia) = 9,4 mg

Pêssego fresco (1 un) = 6,8 mg

Cebola fresca (1un) = 6,7 mg

Cenoura crua (1un pequena) = 5,9 mg

Espinafre cru (1 xíc.) = 5 mg

Fonte: Adaptação de Dean Jones, Emory University. In: CARPER, J – Pare de envelhecer agora.

Veja aqui uma receita com bom aporte nutricional de glutationa.

 

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