SÍNDROME DE BURN OUT

Pode ser que essa palavra não combine com um domingo de sol. Mas como depois dele é segunda-feira, dia que inicia mais uma jornada laboral na maioria das grandes cidades, venho aqui chamar a ATENÇÃO para o esgotamento profissional, que pode chegar num processo de doença chamado SÍNDROME DE BURN OUT.

Não é a primeira vez que menciono isso, e devido as proporções que essa questão alcança a cada dia, é preciso mesmo chamar muita atenção sobre o que o excesso de trabalho está causando em nossas vidas, bem como no formato em que ele se sustenta na maior parte dos casos.

Não há um conceito único para a síndrome de burnout, no entanto, a definição mais aceita concebe a síndrome de burnout como uma reação à tensão emocional crônica do indivíduo, por lidar excessivamente com pessoas. É um conceito formado por três dimensões relacionadas, mas independentes: exaustão emocional, despersonalização e diminuição da realização profissional. Assim, considera-se a síndrome de burnout como um evento psicossocial e a maioria dos autores estão de acordo que o burnout é uma síndrome característica do meio laboral e que esta é um processo que se dá em resposta à cronificação do estresse ocupacional, trazendo consigo consequências negativas tanto em nível individual, como profissional, familiar e social.

A Lei n° 3048/99, da Previdência Social, considera a síndrome do esgotamento profissional ou síndrome de burnout como doença do trabalho.

SINAIS:

  • Exaustão emocional: falta de energia e entusiasmo, frustração e tensão no ambiente de trabalho.
  • Despersonalização: insensibilidade emocional na relação com as pessoas (clientes ou colegas de trabalho).
  • Diminuição da realização profissional: tendência a uma autoavaliação negativa, com declínio do sentimento de competência e êxito e da capacidade de interagir com os demais.

 

SINTOMAS:

  • Cansaço excessivo, físico e mental.
  • Dor de cabeça frequente.
  • Alterações no apetite.
  • Insônia.
  • Dificuldades de concentração.
  • Sentimentos de fracasso e insegurança.
  • Negatividade constante.
  • Sentimentos de derrota e desesperança.
  • Sentimentos de incompetência.
  • Alterações repentinas de humor.
  • Isolamento.
  • Fadiga.
  • Pressão alta.
  • Dores musculares.
  • Problemas gastrointestinais.
  • Alteração nos batimentos cardíacos.

Na esfera institucional, os efeitos do burnout se fazem sentir tanto na diminuição da produção como na qualidade do trabalho executado, no aumento do absenteísmo, na alta rotatividade, no incremento de acidentes ocupacionais, na visão negativa da instituição denegrindo a imagem desta e, tendo como resultado importantes prejuízos financeiros.

O diagnóstico da Síndrome de Burnout é feito por profissional especialista após análise clínica do paciente. No entanto, muitas pessoas não buscam ajuda médica por não saberem ou não conseguirem identificar todos os sintomas e, por muitas vezes, acabam negligenciando a situação sem saber que algo mais sério pode estar acontecendo.

 Normalmente esses sintomas surgem de forma leve, mas tendem a piorar com o passar dos dias. Por essa razão, muitas pessoas acham que pode ser algo passageiro. Para evitar problemas mais sérios e complicações da doença, é fundamental buscar apoio profissional assim que notar qualquer sinal. Pode ser algo passageiro, como pode ser o início da Síndrome de Burnout.

REFERÊNCIAS:

1- http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/saude-mental/sindrome-de-burnout

2- Moreno, F. N., Gil, G. P., Haddad, M. C. L., & Vannuchi, M. T. O. (2011). Estratégias
e intervenções na Síndrome de Burnout. Revista de Enfermagem da UERJ, 19(1), 140-145.
3- Benevides-Pereira, A. M. T. (2003). O estado da arte do Burnout no Brasil. Revista Eletrônica InterAção Psy, 1(1), 4-11.

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