Oficina Culinária – Festa com SAÚDE para crianças.

Venha aprender a fazer a CURA para as pessoas mais especiais da existência, nossos filhos! Pois celebrar não é sinônimo de doença e sim de VIDA! Aproveitando a chegada a São Paulo dos amigos do Coletivo Até o Talo, realizaremos parceria para aprender e difundir a alimentação vegana crua e cozida, como forma de libertação e promoção de saúde, educação alimentar infantil e aprendizado para TODXS!!!!

 

Oficina com receitas de festa saudáveis e veganas para crianças e adultos!!

Oficina com receitas de festa saudáveis e veganas para crianças e adultos!!

 

Cardápio experimental:

– Torta gelada vegana semicrua com sementes, cacau e frutas da estação.
– “Brigadeiro” vegano com frutas secas, açúcar mascavo e gergelim.
– “Beijinho” vegano com banana e coco.
– Massinhas integrais veganas e sem glúten para canapés e barquinhas
– Pastinhas veganas coloridas e variadas para acompanhar

Tempo estimado de oficina: de 3 a 4 horas.
Contribuição sugerida: 75 reais por pessoa (antecipado, 95 na hora)
(Se o dinheiro for um impedimento, estamos aberto a trocas e propostas)

Incluindo bastante degustação, certificado e material entregue posteriormente com as receitas – posteriormente porque vamos anotar junt@s, já que a turma também colabora com suas ideias, gostos e intuições.

INSCRIÇÕES APENAS PELO E-MAIL:

ateotalo@libertar.se
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ateotalo@libertar.se
ateotalo@libertar.se

Link do evento:

https://www.facebook.com/#!/events/778849725470605/?fref=ts

 

Saiba mais sobre a proposta do coletivo e este projeto:

 

Se quisermos ter uma projeção do futuro e dos desafios cada vez mais conflitantes que teremos que enfrentar nos próximos anos, podemos começar prestando atenção em como os adultos de hoje criam suas crianças. Poderíamos falar sobre a monocultura da mente propagada pela escolarização ocidental que em sua cruzada tem como objetivo não declarado, ou ignorantemente preconceituoso, a criação de seres-peças-substituíveis para o enorme e desigual Mundo do Trabalho. A falta de estímulo à criatividade, ao instinto de sobrevivência (de um ponto de vista coletivo e autônomo e não para competição), de trocas de saberes básicos para a vida humana em geral, como noções básicas de comunidade (que para nós vão muito além da aceitação de uma constituição e de um Hino Nacional), pensamento crítico, alimentação, construção, livre iniciativa, abolição do gênero, resolução de conflitos, etc. – se materializa em praticamente quase todos os aspectos do cotidiano da maioria das crianças em todo o mundo.

Do ponto de vista da alimentação e dos rituais – a parte que mais nos interessa! –, as festas de aniversário infantis contemporâneas são um desastre. Brigadeiros, beijinhos e cajuzinhos enlatados ou em baldes de plástico, que, para cada colher de sopa de 20g, mais da metade sempre será apenas açúcar branco. Se a outra metade representasse algum valor nutricional, proteico, vitamínico, ou alguma gordura boa não precisaríamos ser tão enfáticos. E não se engane: a maioria das confeitarias e padarias tradicionais não produz mais suas próprias misturas de doces e salgados. Elas apenas montam suas tortas, docinhos e quitutes recheados com o mesmo tipo de produto adquirido em grandes quantidades – creme vegetal hidrogenado, ou seja, gordura de soja geneticamente modificada. A lógica ingênua por trás dessa cadeia – estrelada por corporações que secam rios, que promovem grandes cortes industriais, que modificam e monopolizam sementes e que através da padaria chique, do supermercado ou da doceira mais humilde chegam a todos os lugares – é a ideia de economizar tempo. Economizamos um tempo na cozinha que depois nos será sugado em profissões que não gostamos para pagarmos prestações de coisas inúteis, remédios que poderiam ter sido evitados, relações frágeis baseadas em aparências, doenças crônicas que acometem um modo muito específico de se viver: um tipo conectado às chuvas de informação da web, mas cada vez mais sem conexão com as estruturas básicas de manutenção da vida. Esse modo de vida que nos tem sido imposto, que vai se espalhando e destruindo o planeta em uma velocidade alucinante está resignado a justificar sua irresponsabilidade e falta de eficácia com uma triste e inerte constatação: “ah, mas hoje em dia tudo dá câncer”.

Se realmente vivemos nesse lugar inóspito onde tudo a nossa volta pode nos causar câncer, não deveríamos estar criando uma cultura de saberes próprios e de resistência aos sistemas alimentares que nos estão sendo colocados em vez de nos resignarmos? Nós, da Até o Talo, acreditamos que sim e que através do gosto pela cozinha podemos falar sobre assuntos “sérios”, trazer quem amamos para mais perto, conscientizarmos-nos e cada vez mais estabelecermos redes concretas com pessoas que estão compromissadas em mudar suas vidas, as vidas de suas crianças e de suas comunidades.

Vendo as coisas dessa maneira, já era hora de propormos uma oficina para facilitar a feitura de alguns docinhos e salgadinhos mais saudáveis. Antes disso é bom lembrar que nem você nem o mundo se transformarão da noite para o dia. Muitas fissuras, experimentações e provas precisam ser feitas, e isso vale também para as festas infantis. Nossa sugestão é que você não tente impor seu discurso e sua boa vontade de uma vez só. Comece aos poucos, mas quanto mais novas forem as pequenas, ou seja, menos contaminadas pelos vícios e preconceitos alimentares dos pais, mais fácil será sua aceitação. O que podemos dizer é que conhecemos algumas pessoinhas adoráveis que – mesmo em um hipermercado repleto de peças publicitárias focadas irresponsavelmente em causar apelo infantil – quando são perguntadas sobre o que querem levar – escolhem frutas coloridas em vez de biscoitos recheados…

ESPERAMOS VOCÊS NO ESPAÇO TERAPÊUTICO DANÇA DA REALIDADE, ambiente incrível aonde atuo em Medicina e Nutrologia com Nutriohm.

                    

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