O que o remédio não pode curar.

Texto publicado na coluna mensal no website da clínica Grão Rosa, com a qual mantenho parceria na atuação sinérgica da cura INTEGRAL  e alimentação NATURAL.

 

Remédios curam?

Remédios curam?

 

O Que O Remédio Nunca Pode Curar

Os 5 Sistemas Ambientais Da Doença

De todas as formas, a ciência busca respostas para entender melhor os processos regenerativos do corpo (autocura) e, paralelamente, os efeitos deletérios do ambiente em que vivemos no organismo. Moradores de grandes centros urbanos já manifestam os problemas diretamente ligados ao desenvolvimento tecnológico intelectual (porém, carente em sabedoria), dentre eles: obesidade, doenças metabólicas (Hipertensão e Diabetes) doenças glandulares (nódulos e distúrbios no funcionamento orgânico), neoplasias, doenças de pele e do comportamento, falências múltiplas de processos vitais. E a lista não para de aumentar.

Triste aspecto dessa realidade é assistir ao pensamento humano coletivo da “normalidade” desses processos, quando as pessoas sofrem no decorrer da doença sem saber que em si mesmas dorme toda potencialidade da cura. Casos como retirada de nódulos, cistos e órgãos, como a vesícula biliar e cirurgia bariátrica são procedimentos permanentes e mutilantes, todas elas mostram que a medicina moderna não sabe como lidar com a prevenção, e aí está a realidade assustadora do quadro: alguma coisa está muito errada, ou no caminho mais difícil.

A ciência moderna da Nutrição, em contrapartida, investe numa nova forma de tratamento e cura, na qual o corpo possa cada vez mais a se curar sem métodos paliativos e agressivos, mas por regeneração própria, limpa, definitiva. Isto somente pode ser possível se houver uma revolucionária intenção e a atuação do indivíduo no processo, pois somente por meio de suas atitudes o ambiente poderá modificar o dogma fatalista da herança genética, e assim o estilo de vida poderá prevalecer e desfazer qualquer prenúncio de doença que o DNA possa herdar dos progenitores.

São conhecidas 5 causas ambientais que podem desequilibrar sistemas orgânicos e causar doenças:

1. Toxinas, que estão em todas as partes: água, alimentos, embalagens, produtos industrializados, produtos de origem animal e ar respirado.

2. Substâncias alergênicas: alimentos, bolor, produtos para animais e químicos, pólen.

3. Micróbios

4. Estresse

5. Má nutrição

Com a exposição acumulada e desmedida a esses, modifica-se toda resposta genética, causando alterações e desequilíbrios nutricionais e gerando um organismo falho no funcionamento dos sistemas fisiológicos: imunidade baixa (inflamação crônica), aumento de radicais livres (envelhecimento), alterações gastrintestinais (má absorção de nutrientes), estrutura muscular enfraquecida, eliminação de toxinas prejudicada, alterações neuroendócrinas (comando cerebral das glândulas) e hormonais. Por fim, e fundamental: prejuízos da interação entre corpo e mente.

 

A doença física como último estágio do processo.

A doença física como último estágio do processo.

 

O ambiente

Estudos enfatizam o que cientistas constatam em laboratório. Mesmo assim, pouco podem fazer além das portas das salas de pesquisa, na árdua tarefa de reeducar adultos, idosos e crianças que não reconhecem nem por onde o problema começa. No seu cotidiano já muito influenciado por padrões que se modificaram quando da modernização e da industrialização da vida em sociedade.

O meio ambiente em que vivemos é o principal fator de ativação ou de silenciamento de genes ligados a manifestação hereditária de doenças como câncer e obesidade e suas consequências. A fisiopatologia das doenças crônicas da vida moderna é regulada pela dieta, pela suscetibilidade genética e pela exposição de agentes e poluentes ambientais.

A transição nutricional, vivida pelo homem desde a dieta ancestral, denota que a má alimentação trouxe consigo doenças complexas, não transmissíveis fisicamente, porém disseminadas psicologicamente através dos tempos, propiciadas pelo perfil da escolha alimentar dos seres. A participação crescente de gorduras de origem animal, alimentos industrializados ricos em sódio e açúcar, e a diminuição do consumo de alimentos vegetais integrais, aliados a uma propaganda que enaltece o prazer e o imediatismo, transfiguram a função sagrada do alimento de nutrir, curar, unir, e encerrar o ciclo da vida na terra, de onde viemos e iremos, de onde obtemos o alimento e para ele o devolvemos. O Ciclo da Vida.

A indústria alimentícia introduz cerca de 10000 produtos novos (e inúteis nutricionalmente) no mercado, com elaboradas propagandas e marketing, cada vez mais ricos em açúcar e gordura, e de baixo custo. Pode-se vislumbrar que para cada um desses, surge também um medicamento paliativo para atenuar todo esse processo, deixando o indivíduo mais “produtivo” em oferecer recursos para essas indústrias, que crescem juntas.

Toxinas ambientais: Disruptores endócrinos

O rápido aumento de compostos químicos no ambiente coincide com o aumento da incidência de obesidade e neoplasias. As toxinas às quais somos expostos diariamente, em diferentes níveis de intensidade, porém, sobretudo crescentes a cada dia, podem ser responsáveis pelo envio de “falsas” mensagens que alteram a ação de hormônios produzidos pelo organismo. Em sua maioria, esses hormônios estão envolvidos com o controle energético (catecolaminas e outros ligados ao controle do peso e à constituição do corpo), hormônios tireoidianos, estrogênio, testosterona, cortisol, insulina, hormônio do crescimento e a mais recente descoberta atual: o hormônio da gordura ou lipídeos, a leptina.

Essas toxinas alteram muitos processos biológicos, por ocuparem o lugar dos hormônios ativos nos receptores da célula, gerando um descontrole generalizado, ou uma disruptura no sistema de equilíbrio hormonal. Sem dúvida, um dos mais complexos e delicados do corpo.

Alguns exemplos do que pode ser um disruptor endócrino:

  • Produtos de origem animal – alimento de origem industrial com muitos aditivos químicos e hormonais.
  • Peixes e outros animais marinhos – metais pesados e outros contaminantes em níveis altos.
  • Vegetais com alto índice de inseticidas/herbicidas/fungicidas
  • Produtos cosméticos e higiênicos de uso pessoal (spray, creme dental, odorizadores de ambiente.)
  • Alimentos industrializados e armazenados em embalagens plásticas e/ou outros subprodutos do petróleo.
  • Medicamentos (estrogênios sintéticos) – fonte comum de disruptores.
  • Produtos industriais (tintas, embalagens, recipientes, itens de conforto).

Muitos destes disruptores são encontrados no esgoto das cidades, na água tratada (ineficiente no Brasil para retirada destes) e em garrafas PET de água mineral.

Embalagens plásticas são mais prejudiciais ainda se aquecidas com o alimento no interior. Os compostos químicos do plástico se dissolvem e migram para todo alimento com muita facilidade, já que são lipossolúveis ou seja, facilmente disseminados na gordura da comida.

 

o ambiente externo e a doença.

o ambiente externo e a doença.

 

 

Tecido adiposo: o reservatório da doença

O tecido gorduroso ou adiposo humano é formado por 70% de lipídeos, o que o torna o maior reservatório do corpo das toxinas absorvidas ao longo dos anos. Assim, quanto maior a obesidade, maior o estoque de toxinas, criando-se assim o ciclo vicioso que pode ser considerado o novo “carma” coletivo da intervenção humana na Terra.

Estas toxinas possuem poderes deletérios impressionantes , tornando difícil o tratamento real sem uma mudança radical nos padrões de consumo de alimentos e estilo de vida. Alteram-se os níveis de hormônios que atuam no controle de peso como insulina, cortisol, tireoidianos, sexuais e gastrointestinais. Altera-se o controle dos centros de saciedade e fome, gerando compulsões alimentares e transtornos do apetite em geral, por mecanismo neurológico. Altera-se o processo de defesa do organismo, com o aumento de substâncias inflamatórias circulantes. Altera-se a capacidade de gerar calor e atividade enzimática. Altera-se o potencial de equilíbrio do sistema redox, aumentando os radicais livres (espécias reativas de oxigênio).

Destoxificação: o fator fundamental

Num panorama quase sem esperanças, onde se parece viver em restos de vida em meio a tantos produtos e eliminações tóxicas, o inimigo invisível requer uma atitude por vez, e que todas se acumulem e se juntem num futuro próximo e assim proporcionem na coletividade uma nova perspectiva e consciência de mudança.

Eliminar toxinas é o primeiro passo para aliviar um organismo sobrecarregado, sofrido, doente e consequentemente com um emocional abalado e mente obnubilada. Pequenas atitudes podem proporcionar grandes mudanças, e a revolução deste tempo nada mais é do que ser a mudança, algo relativamente fácil mas numa fase já dificultada pela propria falta de esperança que estes compostos acumuladores criam na mente das pessoas.

Uso consciente de itens de conforto, preferir recipientes de vidro e panelas de ferro ou cerâmica, evitar uso de qualquer recipiente industrial de base plástica (PET, PVC, isopor, etc), evitar consumo de alimentos oriundos de uma indústria (ainda mais se antes estavam VIVOS e foram mortos, iniciando um processo de apodrecimento desde o primeiro segundo de abate), bem como suas secreções (leite e deriados), alimentos artificiais, açúcares, frituras, farinha refinada.

Usar água filtrada em barro, evitar produtos campeões de agrotóxicos, informando-se sobre e procurando uma rede de agricultores orgânicos (fomentando seu crescimento e valorizando seu trabalho de agentes essenciais na promoção da cura) para adquirir alimentos. Evitar uso indiscriminado de medicamentos, suplementos, aditivos e outros produtos que são fonte de disruptores endócrinos. Procurar e aprender sobre, tomar as rédeas da sua saúde e processo de cura. Não menos importante, procurar ingerir boa quantidade de água durante o dia, realizar atividade física regular e procurar esclarecer sentimentos e pensamentos para uma maior clareza mental e energética.

Vencer a tristeza adquirida na rotina sem emoção e monótona das cidades e ir ao contato com a origem e buscar a significação da própria vida. A informação existe, a energia existe, a revolução está neste âmbito e cada qual é responsável pela sua. A vida existe, clama por nós, que somos o maior milagre da Terra. Dela viemos, a ela pertencemos e voltaremos, o que nos ensina a ter amor e respeito por tudo, a começar por nós mesmos.

Luiza Savietto

Publicado em 07.07.14

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