Dietas Restritivas e Saúde

 

Restrições alimentares são atitudes culturais de um grupo humano, motivadas por crenças, filosofias, religiões. De forma aprendida, voluntária ou ideológica. Restrições de alimentos podem ser recomendadas por profissional capacitado em alimentação e saúde para tratar doenças ou evitar que doenças e reações imunológicas se instalem no organismo, podendo levar a morte.

Em ambas existem  indicações específicas e manejo individual. Decisões e crenças devem ser respeitadas em se tratando de conduta e escolha. Porém a maior reflexão disso tudo é que um nível de SEGURANÇA deve ser mantido.

Algumas vezes a restrição pode causar distúrbios psicológicos. Principalmente quando a orientação vem relacionada a um aspecto doloroso. Por exemplo: retire o XXXX para curar sua doença. Adicione o YYYY para reverter seus sintomas.

 

Muitas vezes adotar uma restrição melhora o curso de uma doença, podendo inclusive revertê-la, como no caso de carboidratos / açúcar e refinados para diabéticos. Dieta cetogênica para epilepsia. Processados e industrializados para combater obesidade e prevenção de câncer. Nestes casos, vemos a restrição atuando como MEDICAMENTO.

 

 

 

No caso de algum alimento que causa alergia comprovada, a restrição é obrigatória, caso contrário existe o risco de morte por anafilaxia, no pior dos casos.

Muitas indústrias prosperam e muitas pessoas ganham dinheiro alto por isso. Muitas das intenções são boas, tipo, alguém se curou da doença ZZZZ e quer ajudar O MUNDO.

MAS VOCÊ NÃO É TODO MUNDO !!!!!!!!!

Fique a vontade pra explorar o mistério e caos de uma alimentação restritiva (ou às vezes você é obrigado a isso). CADA UM TEM UM MOTIVO.
Mas saiba que isso pode gerar efeitos físicos ou psíquicos e que estes podem ser ou se tornar grande problema.

ALIMENTAÇÃO é uma coisa muito complexa e envolve emoções, afetos, e quase SEMPRE, nos remete a algo em especial, temporal, memórias e sensações. Portanto, uma abordagem multidisciplinar pode garantir ainda maior eficácia se existe a necessidade de reunir EMOÇÕES, DIETAS e AFETOS, numa abordagem integrativa e sistêmica.

É importante você CONSULTAR UM PROFISSIONAL QUE NÃO TEM UM VIÉS DE CONVENCIMENTO A ALGO EM ESPECIAL, ou seja, não vai querer te convencer a adotar uma restrição por modismos, condutas SEM embasamento científico (a ciência não pode provar – ainda – que retirar glúten para quem não têm doença celíaca ou autismo é benéfico, e ainda diz que pode piorar a microbiota intestinal!). Sim, qualquer restrição alimentar que se torne uma repetição de fontes ou o abandono de algum grupo alimentar (carboidrato, proteína ou gordura) e não tenha um acompanhamento de profissional capacitado (ou uma equipe) pode (apenas PODE) gerar distúrbios na microbiota intestinal e na mente / comportamento.

Todo profissional de saúde que obedece a um conselho de classe (medicina, nutrição, educação física, psicologia) precisa estar em coerência com a ciência, quer ele concorde ou não. E mais ainda: em coerência com VOCÊ. Se você quiser restringir carne e produtos de origem animal, ou glúten, ou lactose, ou carboidratos, é outra história. Cada um com seu processo! O que eu acho legal é uma conversa que EDUQUE o indivíduo para que ele mesmo, com responsabilidade e autonomia, faça suas decisões, com o suporte do profissional que o acompanha.

Após passear PESSOALMENTE, seja por orientação de terapeutas e/ou por vontade própria (por curiosidade e experiências no aspecto mente-corpo ou para testar em mim condutas alimentares), em quase todas as restrições possíveis, e encontrar na internet relatos diametralmente opostos de dietas restringindo ora plantas, ora carnes, ora cozidos, ora crus, ora comida, ora alérgenos, honro essa jornada e peço que entenda o lado emocional da coisa. É o buraco negro das dietas.

 

 

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