Conhecer e praticar, saúde!

Conhecimento

Conhecimento gera o mundo. Toda vez que conhecemos algo, criamos um novo mundo e um mundo se cria em nós. Na intenção de comunicar saúde de forma clara e gentil, valorizando aspectos criativos, lúdicos, cotidianos e práticos, inicio este relacionamento com quem me acompanha ou quer, por si só, obter ferramentas de entendimento sobre si mesmo, e o mundo ao qual estamos constantemente relacionando, agindo, reagindo.

A ciência evoluiu muito, a informação viaja com a luz, e neste tempo podemos ter nas nossas mãos milhares de textos e sentenças que remetem a saúde, cura de doenças e bem-estar. Vimos nascer um médico virtual, por mecanismos de busca de palavras. A linguagem é uma forma de se conectar e pertencer a sociedade. Mas é só isso?

Nosso sistema físico, o corpo, e sistema mental, as emoções, formam um arranjo único. No mundo, você é um mundo próprio!

Conhece bem este seu mundo? Existem aspectos gerais, inerentes a nossa espécie. Somos dotados de sistemas que atuam de forma brilhante, quando em equilíbrio, realizando as funções mais básicas de um ser vivo: respirar, comer, eliminar, dormir.

Sabemos como e o que comer para se sentir bem. Sabemos o que é saudável, sabemos que a natureza é nossa fonte alimentar mais conhecida.

Mas como esse saber se torna vivo? Incorporamos tantas coisas sem saber ao certo se são propícias a nós, estamos num ambiente e interagimos neste ambiente através de nossos sentidos, e mais que isso, através de nossa história.

Mas, o que isso tem a ver com conhecimento, e com saúde?

Na minha percepção, como médica, como humano, como parte de uma linhagem e uma história, não basta isso.

Há de se ter sentido, para mim, que uma informação e conduta seja eficiente. Podemos generalizar muitas coisas, como por exemplo, beber água faz bem. Álcool faz mal. Todos sabemos, certo?

Mesmo assim, precisamos SENTIR o quanto a água nos faz bem, ou o álcool nos faz mal, para que essa informação se instale em nosso sistema e faça nascer a conduta prática de beber água, ou não beber álcool, ou dosar de acordo com seu limite. Indivíduo. Indivisível. Só eu, somente você, sabemos o suficiente sobre nós mesmos, para que uma informação venha e faça SENTIDO.

No contexto alimentar, a medicina pra mim faz esse sentido. Comer é a função que nos acompanha como ser vivo, talvez a mais profunda, primitiva, junto de algumas outras tais como reprodução. Logo, a forma mais individualizada de medicina comporta a alimentação. E não só isso: também o sentir, o pensar, os padrões, o ambiente que existe ao seu redor.

 

É difícil saber qual tipo de informação serviria para todos de forma geral. Quase nada ao meu ver pode ser postulado num painel de normas humanas, e hoje em dia, facilmente anunciadas numa tela de celular. Complexo, complicado.

Por isso, junto minhas experiências na medicina, como mulher, como alguém que reflete o mundo, e a história de nossa espécie, estudos científicos e percepções na experiência da carreira para tentar compartilhar aqui reflexões de forma mais generalizada possível.

Aqui, quero compartilhar a arte de transformar a natureza em comida e mostrar toda complexidade que pode vir de um ato simples como este.

De refletir sobre saúde integral num prisma atemporal, onde, desde uma célula, ao que somos hoje, fomos formados, moldados e construídos conforme nossa cultura e criação familiar.

 

Somos história que tem fome!!!! Somos linhagem que se adapta e perpetua!
E por aí, sem muita pretenção em estar sugerindo condutas, e sim refletindo ações, é que sigo, na prática de viver, evocando a atenção ao momento presente, ao que nosso subconsciente dispara em forma de padrões e repetições.

Voltando a comida: sempre será ela, pois somos o que comemos, nos criamos com os substratos que ingerimos. Se cada um é um, o que é melhor pra todos?

CONHECER A SI MESMO.

Assim conhecemos o mundo, sem cortinas alheias, e a paisagem que nossos olhos vêem será sempre fiel ao lugar que estamos, e ao universo que somos.

Comunicar saúde de forma lúdica, simples, prática e terapêutica. Voltar pra dentro, e pra trás, através da alimentação.

Sinto que é muito possível, e começamos aqui esse diálogo, sem hierarquias ou dogmas. Bem-vindos!

O que deseja encontrar?

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