Alimentos funcionais: O alimento além da Nutrição.

O que significa ser funcional?

“O alimento ou ingrediente com propriedades funcionais e/ou de saúde pode, além de suas funções nutricionais básicas, quando se tratar de nutriente, produzir efeitos metabólicos e/ou fisiológicos e/ou benéficos à saúde, devendo ser seguro para o consumo sem supervisão médica” (AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA, 1999).

Veja aqui uma lista com importantes alimentos de consumo diário.

Linhaça – contém lignana e ômega 3 (ALA) – modulam o sistema imune,

são antiinflamatórios, reduzem o colesterol e diminuem o risco de

doenças cardiovasculares (SCHMITZ & ECKER, 2008)

• Azeite de oliva – é antioxidante, imunomodulador, tem ação

antiteratogênica e hipotensiva (PSALTOPOULOU et al., 2004)

• Vegetais crucíferos (brócolis, repolho, couve-de-bruxelas, rabanete,

couve-flor) – têm grandes quantidades de glicosinolatos e previnem o

câncer (STOEWSAND, 1995)

• Alho, cebola – contêm alicina – estimulam o sistema imunológico, são

varredores de radicais livres, reduzem colesterol e triglicérides (LAMPE,

2003).

• Amoras, beringela, maçã, ameixa, beterraba – contêm flavonóides e são

antioxidantes, antitumorais (KNEKT, KUMPULAINEN & JARVINEN, 2002,

HAMMERSTONE, LAZARUS & SCHMITZ, 2000)

• Pitanga, cenoura, espinafre, batata doce, abóbora, melancia, goiaba,

tomate – ricos em carotenóides que têm ação antioxidante,

anticarcinogênica, antiinflamatória (HAMMERSTONE, LAZARUS &

SCHMITZ, 2000; BRAMLEY, 2000)

• Soja – tem ação anticarcinogênica e cardioprotetora (POTTER et al.,

1998)

• Nozes e oleaginosas – confere cardioproteção e imunomodulação (KRISETHERTON

et al., 1999)

• Aveia – rica em beta glucana que promove redução do colesterol e tem

função de cardioproteção (SANDERS, 1998)

• Chicória, cebola, banana – têm efeito prebiótico que aumenta os tipos

desejáveis de bactérias no cólon intestinal, são imunomoduladores e

anticarcinogênicas (ROBERFROID, 1996; LANGLANDS, HOPKINS &

COLEMAN, 2004; KOLIDA, TUOHY & GIBSON, 2002)

• Cogumelos – são antitumorais e anticarcinogênicos (KIDD, 2000)

• Farelos (trigo, aveia, arroz) – ricos em fibras – estimulam funcionamento

intestinal, reduzem o colesterol (SANDERS, 1998)

• Ervas e temperos – orégano, alecrim, tomilho, cebola, pimenta, açafrão,

canela têm efeito antioxidante, imunoestimulador, antiinflamatório,

antibacteriano e antiviral, modulador do metabolismo esteroidal, redutor

de resistência insulínica (LAMPE, 2003)

• Chá verde e cacau – ricos em polifenois, previnem o câncer e doenças do

coração (PACKER, WEBER & RIMBACH, 2001; MANACH, SCALBERT &

MORAND, 2004; SCALBERT & WILLIAMSON, 2000).

• Extratos vegetais fermentados, kefir, probióticos isolados e/ou combinados em cápsulas (simbióticos) – melhoram a microbiota intestinal (OLIVEIRA et al., 2002; SANDERS, 1998).

PRObióticos : microorganismos VIVOS fermentadores (bactérias) que vivem no Trato gastrointestinal e auxiliam na absorção de nutrientes e prevenção de doenças:

 

 

 

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Os efeitos principais do consumo diário são:

  • maior produção e absorção de vitaminas do complexo B e aminoácidos fundamentais ao sistemas imune e neurotransmissor;
  •  Aumento da absorção e fixação de cálcio e ferro, além de outros minerais;
  •  Fortalecimento do sistema imunológico.

PREbióticos: São carboidratos ou fibras solúveis em água (hidrossolúveis), encontradas em certos alimentos. Não calóricos e resistentes a ação de enzimas digestivas, são de fonte vegetal e possuem 4 tipos de classificação: frutooligossacarídeos (FOS), a pectina, as ligninas e a inulina.

•  FOS: cebola, alho, tomate, banana, cereais integrais como a cevada, aveia e trigo.

•  Pectina: cítricos, maracujá e na maçã (entre a casca e a polpa).

•  Ligninas: cascas de frutas oleaginosas (linhaça, gergelim, amêndoas, etc.) e leguminosas como a soja e o feijão azuki.

•  Inulina: raiz da chicória, alho, cebola, aspargos e alcachofra.

Efeitos do consumo diário, cumulativo e variado:

  • Ajudam na manutenção da flora intestinal;
  •  Estimulam a motilidade intestinal;
  •  Contribuem com a consistência normal das fezes, prevenindo assim a diarréia e a constipação intestinal por alterarem a microflora colônica propiciando uma microflora saudável;
  •  Colaboram para que somente sejam absorvidas pelo intestino as substâncias necessárias, eliminando assim o excesso de glicose (açúcar) e colesterol, favorecendo, então a diminuição do colesterol e triglicérides totais no sangue;

Possuem efeito bifidogênico, isto é, estimulam o crescimento das bifidobactérias, que inibem a atividade de outras bactérias que são putrefativas e intoxicantes.

SIMbióticos: Possuem ambos. Normalmente são comercializados em cápsulas com um tipo de bactéria fermentadora (probiótico) associada a um ou mais tipos de fibra solúvel (prebiótico).

Fontes de pesquisa:

“Considerações sobre alimentação complementar com foco em crianças vegetarianas e veganas a partir de uma visão da Nutrição Funcional”  GRASIELA PÖPPER, CURITIBA 2008

http://www.docelimao.com.br

 

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